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A teoria por trás da LCHF


O que você foi projetado para comer? Saiba mais sobre a teoria por trás da LCHF.

Humanos evoluíram por milhões de anos como caçadores-coletores, sem comer grandes quantidades de carboidratos. Nós comíamos a comida disponível para nós na natureza ao caçar, pescar e coletar todos os itens comestíveis que conseguíamos encontrar. Essas comidas não incluíam amido puro sob forma de pão, massa, arroz ou batatas. Temos comido essas comidas há 5, 10 mil anos, desde o desenvolvimento da agricultura.

Apenas uma adaptação limitada dos nossos genes acontece em um tempo tão relativamente curto. Com a Revolução Industrial, 100-200 anos atrás, construímos fábricas que podiam produzir grandes quantidades de açúcar e farinha branca. Carboidratos puros, rapidamente digeridos. Mal tivemos tempo para nos adaptar geneticamente a tais comidas processadas.

Nos anos 1980, o medo da gordura capturou o mundo ocidental. Produtos com pouca gordura apareceram para todo lado. Mas se você come menos gordura, você precisa comer mais carboidratos para se sentir saciado. E foi nesse momento da história que nossas epidemias desastrosas de obesidade e diabetes começaram. Sendo o país mais apavorado com a gordura no mundo, os EUA foram os mais duramente atingidos e hoje são o país mais obeso do planeta.

Hoje, está claro que o medo da comida de verdade com níveis de gordura naturais, foi um grande erro.

O problema com o açúcar e o amido

Todos os carboidratos digeríveis são quebrados em açúcares simples nos intestinos. O açúcar é então absorvido para o sangue, aumentando o nível de glicose no sangue. Isso aumenta a produção de insulina, nosso hormônio armazenador de gordura.

insulina

A insulina é produzida no pâncreas (ilustrado à direita). Em grandes quantidades, a insulina impede a queima de gordura e armazena o excesso de nutrientes nas células de gordura.

Após algum tempo (poucas horas ou menos) isso pode resultar em uma falta de nutrientes no sangue, criando sensação de fome e desejo incontrolável por algo doce. Geralmente nesse ponto, as pessoas comem de novo. Isso começa o processo novamente: um ciclo vicioso levando ao ganho de peso.

Por outro lado, uma ingesta baixa de carboidratos te dá um nível mais baixo e estável de glicose no sangue, e menores quantidades de insulina. Isso aumenta a liberação da gordura dos seus estoques e aumenta a queima – levando geralmente à perda de gordura especialmente na região abdominal, em indivíduos obesos.

Perda de peso sem fome

Uma dieta LCHF torma mais fácil para o corpo usar suas reservas de gordura, já que a sua liberação não é mais bloqueada pelos níveis de insulina. Essa pode ser uma razão pela qual comer gordura dá uma sensação de saciedade mais duradoura do que os carboidratos.

O fato já foi demonstrado em alguns estudos: quando as pessoas comem tudo o que quiserem em uma dieta low carb, a quantidade de calorias ingeridas tipicamente diminui. Então, contagem ou pesagem da comida é desnecessária. Você pode esquecer sobre as calorias e confiar nas suas sensações de fome e saciedade. A maioria das pessoas não precisam contar ou pesar sua comida mais do que precisam contar suas expirações e inspirações. Se você não acredita, tente por algumas semanas e veja por si mesmo. Saiba como começar clicando aqui.

Saúde como bônus

Nenhum animal na natureza precisa da assistência de experts em nutrição ou gráficos de caloria para comer. E ainda assim, enquanto eles comem a comida que evoluíram para comer, eles permanecem em um peso normal e evitam cáries, diabetes e doença cardíaca.
Por que os humanos seriam exceção? Por que você seria exceção?
Em estudos científicos, não apenas o peso melhora em uma dieta low carb – a pressão sanguínea, glicemia e indicadores de colesterol (HDL, triglicérides) também melhoram. Um estômago calmo e menos impulsos por comidas doces também são experiências comuns.

Efeitos colaterais iniciais

Se você pára de comer açúcar e amidos abruptamente (recomendado), você pode sentir alguns efeitos colaterais enquanto seu corpo se adapta. Para a maioria das pessoas os efeitos tendem a ser suaves e duram apenas alguns dias. Há também maneiras de minimizá-los.

Comuns durante a primeira semana:

  • Dor de cabeça;
  • Fadiga;
  • Tonteira;
  • Palpitações;
  • Irritabilidade.

Os efeitos colaterais rapidamente desaparecem à medida que seu corpo se adapta e a sua queima de gordura aumenta. Eles podem ser minimizados bebendo mais líquidos e aumentando temporariamente a sua ingesta de sal. Uma boa opção é tomar um caldo a cada poucas horas. Ou então beba alguns copos d’água a mais e ponha mais sal na sua comida.

A razão para isso é que comidas ricas em carboidratos aumentam a retenção de água no seu corpo. Quando você para de comer comida com muito carboidrato, você vai perder o excesso de água através dos rins. Isso pode resultar em desidratação e falta de sal durante a primeira semana, antes de o corpo se adaptar.

Algumas pessoas preferem diminuir sua ingesta de carboidratos lentamente, ao longo de algumas semanas, para minimizar os efeitos. Mas o “jeito Nike” (N.T.:”Just do it” – faça de uma vez) provavelmente é a melhor escolha para a maioria das pessoas. Remover a maior parte do açúcar e do amido geralmente resulta na perda de alguns kg na balança dentro de poucos dias. A maioria pode ser de líquidos, mas faz muito bem para a motivação.

Quão pouco (carboidrato) comer?

Quanto menos carboidratos você comer, mais pronunciado será o efeito no seu peso e na sua glicemia. Eu recomendo seguir as indicações nutricionais o mais fielmente que puder. Quando estiver feliz com seu peso e saúde, você pode gradualmente tentar comer mais liberalmente (se quiser). Para saber mais sobre a dieta LCHF, leia esse post.

 

Referências:

A DIETA DO PALEOLÍTICO, Prof. Dr. Loren Cordain
PALOEDIARIO.COM,

About the author: Jair Ricardo

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